As pessoas vão para a ilha malaia de Penang só para comer. Prepare-se: suas prioridades mudarão radicalmente assim que começar a provar os pratos indianos, chineses e malaios disponíveis na cidade.

Os dias giram em torno de onde e o que comer, tanto que três refeições diárias começam a parecer pouco. Isso também acontece com os moradores: para eles, comer fora é um evento diário. Em George Town, a compacta capital de Penang, séculos de imigração e comércio interagem para criar locais com culinária específica.

As sonolentas vielas da Chinatown ganham vida ao amanhecer com seus frequentadores fiéis, mas, se assim desejar é possível tomar o desjejum em Little India, a poucos quarteirões de distância na direção sudeste – ali, a umidade tropical é aliviada por refrescantes copos de teh tarik (bebida à base de chá preto e leite condensado).

No final do dia, o destaque vai para as áreas da cidade que reúnem os famosos vendedores ambulantes de comida. Suas barracas existem há muito tempo e oferecem pratos da culinária da Índia, da península malaia e de muitas províncias chinesas.

Séculos atrás, quando colonos hokkien, da província de Fujian, se casaram com mulheres do local, surgiu a culinária peranakan (também conhecida como nyonya), que mistura sabores locais e chineses.

Uma das primeiras cozinhas fusion do planeta, a peranakan combina ingredientes chineses, como molho de soja e tofu, com ingredientes tropicais, como capim-limão, coco e galanga, também conhecido como gengibre-do-Laos.

O asam laksa, com tamarindo, é um prato básico dos vendedores de comida de rua de Penang. A obsessão dos habitantes por comida faz com que os turistas se sintam sufocados pela atenção culinária que recebem.

O turista que compartilhar suas impressões certamente fará alguns makan kaki (“amigos da comida”) pelo caminho. Nessa parte do mundo, a pergunta mais comum não é “Como vai?” e sim “Já comeu?’: