A uma grande parte dos consumidores associa que um hotel de cinco estrelas é considerado
também um hotel de luxo. E muitos são os hotéis a apresentarem-se ao consumidor como tal.


Segundo Bakker (2005), os hotéis de luxo foram edificados para criar uma experiencia de
sonho, uma experiência que permita satisfazer todas as necessidades dos turistas e que
permita criar uma imagem idealizada e que impressione outros (Danziger, 2006).
No entanto, sabe-se que não existe nenhum sistema de classificação que vise apenas a
avaliação de hotéis de luxo. A avaliação, até ao momento, depende exclusivamente da
subjectividade do consumidor como também da subjectividade de quem toma a decisão em
apresentar determinado hotel, ao público, como sendo um hotel de luxo.
Já por seu lado, os hotéis de cinco estrelas são avaliados e devidamente classificados pela
portaria nº 327/2008, que indica que os estabelecimentos hoteleiros classificados como
categoria de cinco estrelas, devem possuir determinados equipamentos e características
como requisitos obrigatórios.
Segundo Allsopp (2005), a categoria para a qual os consumidores estão, especialmente,
dispostos a pagar um preço superior é o alojamento em hotéis de luxo, pois estes possuem
grandes e raros objectos de decoração, riquezas ao nível da arte e antiguidades na história
(Swanson, 2004). Tendo este facto em consideração esta investigação pretende apresentar
um modelo que permita distinguir hotéis de cinco estrelas dos hotéis de luxo, sendo esta
mesma a questão de investigação deste estudo.
A escolha em investigar esta temática surge pelo facto de esta nunca ter sido abordada em
investigações científicas anteriores e, por saber que os resultados desta investigação podem
ter implicações significativas para os estabelecimentos de cinco estrelas e, em geral, para
futuros estudos nesta área.
Para além disso, sabe-se que das características mais genéricas, como serem os mais bem
informados, experientes e viajados, os clientes de luxo não constituem um público
homogéneo, quer em termos do preço que estão dispostos a pagar, quer em termos do perfil
psicográfico (Ikkos, 2003). Por isso, o estudo do comportamento do consumidor de produtos e
serviços de luxo revela ser bastante desafiante e trabalhoso.