A Big Apple (“Grande Maçã”) parece grande de fato. Gigantesca. Imensa. Titânica. Sempre foi assim: Lower Manhattan tem uma das maiores concentrações de arranha-céus do mundo; ali, metal e vidro reluzentes sobem aos céus, formando urna gigantesca Giant’s Causeway – e hoje ela parece maior do que nunca. 

E isso porque sua perspectiva está mais baixa: você está vendo a poderosa metrópole não do banco de trás de um táxi ou de pé em uma de suas avenidas, mas do nível da água, sentado em um caiaque.

É muito surreal deslizar pelo Hudson dessa forma, com o barulho do remo na água misturando-se ao ruído abafado de tráfego e sirenes. Estar no rio deixa você mais sereno, reintegrado à natureza.

No entanto, ao olhar para o lado, você não vê árvores, mas torres – as obras-primas art déco que são o Empire State e o edifício Chrysler – espiando como rosas entre espinhos. Esteja ciente de que lutar contra o Hudson não é nenhum passeio pelo Central Park.

O rio tem correnteza forte, e uma viagem de ida e volta partindo de um dos píers do West Side – com uma paradinha no meio do caminho -provavelmente significa remar contra a corrente. Além disso, você precisa evitar um número assustador de navios imensos que fazem você se sentir minúsculo.

Mas até os novatos podem tentar, com um bom guia e um pouco de senso de direção. O esforço compensa pela chance de ter uma visão e uma sensação que poucos visitantes de Nova York conhecem.

De seu ponto de vista baixo e balançante, você pode olhar para a “Dona Liberdade” (que parece estranhamente pequena dessa perspectiva), flutuar à sombra do imenso USS Intrepid, lembrar-se de que a gloriosa Gotham é unia ilha – e ainda fazer jus a uma imensa fatia de cheesecake após o remo.