Tomar chá é uma forma de arte no Hill Country do Sri Lanka, verdejante região de altitude no coração do país. Com montanhas cobertas de névoa e lagos espelhados, é um dos destinos favoritos da alta sociedade cingalesa.

No passado, plantadores de chá expatriados moravam ali, e no verão as principais famílias de Colombo fugiam da umidade da cidade para lá. Hoje, a era dos raj parece se prolongar, com campos de polo, tacos de golfe e bangalôs luxuosos em meio a jardins em estilo inglês.

Os terraços nas colinas são cobertos por um tapete de arbustos de camélia verde–esmeralda, pontuados pela cor de mulheres de sári que se deslocam entre eles com tranquilidade. Toda manhã, durante horas, elas tiram as folhas e os brotos mais altos e os jogam em uma cesta presa às costas.

Dos métodos manuais de colheita às fábricas da era colonial espalhadas entre cidades com nomes ingleses (Aberdeen, Norwood e Hatton), muitas coisas permanecem inalteradas desde que o chá foi introduzido, em meados do século 19.

Um passeio pela fábrica Norwood, da década de 1830, recria a história da produção de chá no Sri Lanka enquanto Andrew Taylor, neto de James Taylor – o homem que recebeu o crédito por ter levado o chá para a ilha -, fala sobre as maravilhas do chá. Depois de passear pelas salas onde as folhas são torradas e enroladas, os grupos são guiados até a área de secagem, no andar de cima, espaço aberto onde toneladas de folhas de chá recém-colhidas são espalhadas sobre várias mesas.

À medida que o ar quente circula por elas, o espaço é preenchido com um dos aromas mais divinos que você já sentiu (Elizabeth Arden, morra de inveja!). Em uma sessão de degustação, os convidados inalam, mexem e bebem diferentes variedades de chá da região, notando sabores cítricos, tons dourados, características defumadas e taninos adstringentes que fazem a boca franzir. Depois da aula de Taylor, seu chá da tarde nunca mais será o mesmo.